2008-07-24

Ensino Artístico- crónica de uma morte desejada?

Desde que iniciei os meus estudos no agora denominado 2º Ciclo que começaram as reformas.
Ensino Unificado, disciplinas de opção, exames , provas de aferição, planos de recuperação, faltas (in)justificadas, Estatutos dos docentes, dos alunos, recibos verdes etc etc etc....
Ainda pude terminar o Curso Superior de Piano no Conservatório de Música do Porto, comecei a leccionar, passei por academias, conservatório de Aveiro, Escolas profissionais, Fui fazer a licenciatura a Aveiro,- E o ensino sempre a mudar.......
Articulado, Supletivo, Integrado, Público e Privado, Superior, básico, complementar, iniciações, Aec's , cursos de formação , cursos intensivos, direcções de Escolas.......
E tudo para chegar à conclusão que perdi mais tempo a discutir "reformas" que nunca funcionaram, que ainda cá estou a ver o ensino ( Artístico e genérico ) a desmoronar-se.
Não desistirei, mas já vivi este tempo; Foi quando comecei, o meu pai pode pagar.....
Nesse tempo músico não era profissão, e se o era , seria só para as élites ..........
Não se aprendeu nada entretanto?
Acima de tudo a Música , os alunos, os professores e as Escolas não merecem isto.
A ignorância pode ser perigosa e o silêncio também. O que diz o M. da Cultura?
Que objectivos tem efectivamente o ME a não ser os critérios economicistas?
A luta continua, mas cada vez mais desigual.....
Quando socialmente o País bater no fundo , a violência rebentar, e as manifestações tiverem mais de um milhão de pessoas; quando os "tachos " estiverem em risco, talvez aí os nossos "governantes" acordem. Esperemos que não seja tarde de mais...